Polícia

Operação policial pelo país resulta na prisão de mais de 57 mil agressores

Ação coordenada pelo Ministério da Justiça alcançou milhares de municípios em pouco mais de quatro meses de atuação integrada.

Em um período de 141 dias, a força-tarefa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) resultou na detenção de 57.790 agressores e no suporte a 228 mil vítimas em todo o território nacional. Iniciada em 1º de junho, a mobilização nacional tem como foco principal o combate à violência contra as mulheres e aos feminicídios.

Balanço das detenções

As ações de prevenção e repressão conduzidas pelas autoridades geraram 49.129 prisões em flagrante, além de 8.661 capturas motivadas por mandados judiciais expedidos durante o período da força-tarefa.

Tipos de ocorrências registradas

Entre os principais registros atendidos pelas equipes policiais, destacam-se 16.644 casos de lesão corporal e 15.019 ocorrências de ameaça. Além disso, foram contabilizados 4.949 episódios de descumprimento de medidas protetivas de urgência, somados a 5.165 registros de outras tipificações penais.

No recorte regional das prisões efetuadas ao longo dos pouco mais de quatro meses de atividades, a Região Sul liderou com 36% dos registros. O Centro-Oeste apareceu na segunda posição, concentrando 26% das detenções, seguido pelo Sudeste com 18%, Nordeste com 15% e Norte com 4%.

Por outro lado, no que diz respeito às diligências e ao suporte prestado durante as ocorrências, a Região Sudeste registrou o maior percentual de atendimento às vítimas, alcançando a marca de 33%.

Efetivo e alcance territorial

Para viabilizar a mobilização, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) mobilizou um total de 123.878 policiais e 44.906 viaturas, cobrindo unidades da federação em todas as regiões brasileiras. De acordo com o ministério, as ações integradas entre forças estaduais e federais alcançaram 4.253 municípios.

A estratégia possui caráter permanente e envolve frentes de proteção, acompanhamento de mulheres que possuem medidas protetivas, realização de visitas preventivas e responsabilização dos autores. A meta estipulada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública é afastar das ruas 100 mil agressores até o encerramento do ano.

Canais de denúncia e apoio

Pessoas que tenham conhecimento de crimes ou mulheres em situação de vulnerabilidade dispõem de diversos canais institucionais para realizar denúncias e buscar orientação jurídica ou policial.

Em situações de emergência, o acionamento deve ser feito imediatamente por meio da Polícia Militar estadual, utilizando o telefone 190. Outra alternativa importante é a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, que opera 24 horas por dia com suporte gratuito e sigiloso pelo telefone 180, pelo WhatsApp (61) 9610-0180, pelo e-mail central180@mulheres.gov.br e via videochamada em Libras.

O suporte também é oferecido pela Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público, pela Procuradoria-Geral Eleitoral através da Sala de Atendimento ao Cidadão do Ministério Público Federal, e pela Ouvidoria Nacional da Mulher do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Polícia Federal disponibiliza o canal Comunica PF e delegacias estaduais, enquanto o Grupo de Trabalho Mulheres da Defensoria Pública da União (DPU) presta assistência e orientação jurídica especializada.

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