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Mercado do café tem alta no arábica e queda no robusta

Os preços do café arábica avançaram em agosto, em meio à menor disponibilidade de grãos de melhor qualidade, aos baixos estoques certificados na Bolsa de Nova York e às preocupações com as condições climáticas para a próxima safra. De acordo com dados da Agromensal do Cepea, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, registrou média de R$ 1.770,88 por saca de 60 quilos, alta real de 2,75% frente a julho.

Por REDAÇÃO | 14/09/2026 15:23

A volatilidade também marcou o mercado durante agosto

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Os preços do café arábica avançaram em agosto, em meio à menor disponibilidade de grãos de melhor qualidade, aos baixos estoques certificados na Bolsa de Nova York e às preocupações com as condições climáticas para a próxima safra. De acordo com dados da Agromensal do Cepea, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, registrou média de R$ 1.770,88 por saca de 60 quilos, alta real de 2,75% frente a julho.

O movimento ocorreu mesmo com a colheita brasileira da safra 2026/27 praticamente concluída no fim do mês, o que aumentou a oferta doméstica. A sustentação das cotações esteve ligada principalmente à qualidade dos grãos disponíveis e ao cenário de estoques internacionais reduzidos.

Segundo o Cepea, as chuvas intensas registradas em junho e julho nas principais regiões produtoras prejudicaram a qualidade do café durante a colheita. Apesar da estimativa de volume recorde para a safra 2026/27, houve maior participação de cafés de bebida inferior e de peneiras menores, reduzindo a disponibilidade de lotes de maior qualidade.

A volatilidade também marcou o mercado durante agosto. No dia 24, o Indicador CEPEA/ESALQ alcançou R$ 1.826,58 por saca, maior patamar desde abril. O avanço ocorreu em meio aos baixos estoques certificados na ICE Futures e ao aumento das posições compradas por fundos. Na Bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em dezembro de 2026 chegou a 341,65 centavos de dólar por libra-peso no dia 24. No último pregão de agosto, entretanto, o mesmo vencimento encerrou a 311,50 centavos de dólar por libra-peso.

Com a colheita praticamente encerrada, as atenções começam a se voltar para a safra 2027/28. Chuvas registradas no fim de agosto em regiões produtoras podem favorecer os tratos culturais nos cafezais recém-colhidos e têm importância para a próxima florada, etapa fundamental para a formação da nova produção. O clima, contudo, permanece como fator de atenção. Conforme informações da NOAA e do Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos apresentadas pela Agromensal, a probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro subiu para 95%. O fenômeno pode prejudicar o pegamento das flores e limitar o potencial produtivo da safra 2027/28.

Enquanto o arábica se valorizou, o robusta apresentou movimento contrário. O Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, registrou média de R$ 1.065,16 por saca em agosto, queda de 2,51% em relação aos R$ 1.092,62 de julho. Segundo o Cepea, o recuo esteve relacionado ao encerramento da colheita no Espírito Santo.


Fonte: Agrolink