Economia

Desemprego cai para 5,3% e atinge menor patamar histórico para o trimestre até agosto

Levantamento oficial aponta também máximas históricas na população ocupada, massa salarial e número de trabalhadores com carteira assinada.

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, alcançando o menor nível já documentado para o período desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012. O resultado veio acompanhado de marcas recordes na quantidade de trabalhadores ocupados, empregos com carteira assinada, massa salarial e contribuições previdenciárias.

Comparativo e expectativa oficial

O indicador apresentou queda tanto em relação ao trimestre móvel encerrado em maio (5,6%) quanto na comparação com o mesmo período do ano anterior (5,6%). Conforme avaliação da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, o índice consolidado veio em linha com as projeções estipuladas por analistas do mercado financeiro.

As informações foram divulgadas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. O levantamento detalha que a população ocupada brasileira chegou a 103,5 milhões de pessoas, configurando o maior patamar já contabilizado pelo órgão. O avanço representa um acréscimo de 0,8% frente aos três meses até maio, o que significa a inserção de 774 mil novos trabalhadores no mercado.

Setores em destaque e população desalentada

O avanço na ocupação foi impulsionado principalmente pela indústria geral, que registrou expansão de 2% (equivalente a mais 265 mil postos), e pela construção civil, com alta de 4,1% (mais 306 mil postos de trabalho).

Por outro lado, o contingente de pessoas desocupadas fechou o período em 5,8 milhões, uma retração de 4,6% frente ao trimestre anterior. Já a população desalentada — formada por aqueles que desistiram de buscar uma ocupação por acreditarem que não conseguirão vaga — permaneceu estável em 2,4 milhões, o que representa uma queda de 11,9% em um ano. A taxa de informalidade ficou em 37,5%, abrangendo 38,8 milhões de brasileiros sem garantias trabalhistas.

Renda e previdência em alta

O rendimento médio mensal habitual do trabalhador situou-se em R$ 3.777, enquanto a massa salarial total atingiu o recorde de R$ 385,6 bilhões. Esse volume financeiro injetado na economia cresceu 1,4% no trimestre e 4,8% em base anual.

Paralelamente, o país alcançou o ápice de contribuintes para a Previdência Social, totalizando 68,5 milhões de pessoas. Com isso, a proporção é de que 66,2 a cada 100 trabalhadores realizem pagamentos previdenciários para garantir benefícios futuros como aposentadorias e auxílios.

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