"Trata-se, portanto, de ameaça vinculada diretamente a decisões tomadas por Osmar no exercício da presidência, e não a qualquer circunstância de sua vida privada", acrescentaram os advogados.
Segundo a defesa, as constantes ameaças fizeram o presidente corintiano contratar a Bear Security, que foi "destinada à proteção executiva do ocupante da presidência no exercício de suas funções, no Parque São Jorge e nos eventos oficiais do clube".
Stabile também informou que "impugna, desde já, as premissas incriminatórias que ampararam a instauração do procedimento".
"Nenhuma delas subsiste ao exame da documentação já reunida nos autos", afirmou.
O Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia à Justiça contra Osmar Stabile, presidente do Corinthians, por crime de apropriação indébita continuada.
Segundo o Promotor de Justiça Cássio Roberto Conserino, o dirigente se valeu de recursos financeiros da instituição para bancar despesas particulares de segurança privada.
O caso envolve apuração da contratação Bear Security Ltda., que atuou como segurança particular de Osmar Stabile.
Segundo o MP, a empresa não possui autorização da Polícia Federal para prestar os serviços desta natureza, tendo o Corinthians como único cliente desde a fundação e emitindo notas fiscais sequenciais ao clube do Parque São Jorge.
Ainda de acordo com a denúncia, à qual a ESPN teve acesso, a Bear Security está registrada em nome da esposa de um dos policiais militares que prestavam serviços ao presidente antes de sua posse no cargo.
De acordo com o MP, os pagamentos ocorrerem desde julho de 2025, enquanto o contrato entre a empresa e o Corinthians só foi assinado formalmente em março de 2026.
Na denúncia, o Ministério Público pediu à Justiça que Osmar Stabile faça o ressarcimento de R$ 721.194,66 aos cofres do clube, pedindo ainda o pagamento de R$ 540.895,99 (valor que corresponde a 75% do valor material) a título de "danos morais por abalo institucional e reputacional causado à imagem do Corinthians", demandando o bloqueio de bens do dirigente para garantir o pagamento dos valores.
O promotor pediu ainda a proibição de acesso de Stabile às dependências do Corinthians, com veto a contato com testemunhas e outros dirigentes, suspensão cautelar de qualquer função de representação institucional do clube e proibição de se ausentar do país sem autorização judicial.
"Ressalte-se que, embora a intervenção judicial em entidade associativa constitua medida de natureza cível alheia à jurisdição penal, os elementos colhidos nesta investigação revelam indícios gritantes de gestão temerária, desvio de finalidade, de recursos e risco à integridade institucional do Corinthians. Não por outra razão oficiaremos a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social com o objetivo de municiá-los", citou Cássio Roberto Conserino.
Estudiantes (C) – 16/09, 21h30 (de Brasília) – CONMEBOL Libertadores
Fluminense (C) – 20/09, 16h (de Brasília) – Brasileirão
Internacional (F) – 07/10, 19h30 (de Brasília) – Brasileirão
Fonte: espn.com

