O candidato ao Senado Carlos Fávaro (PSD) demonstrou forte otimismo quanto às suas chances de vitória e colocou em dúvida a precisão dos levantamentos de intenção de voto divulgados durante a campanha.
Expectativa baseada nas ruas
Após registrar seu voto nas dependências do Centro de Eventos do Pantanal, localizado na capital mato-grossense, na manhã de um domingo (4), o ex-titular da Pasta da Agricultura e Pecuária argumentou que o retrato final das urnas divergiria dos índices apontados pelos institutos. “O que vai valer hoje é o número das urnas. Eu estou muito confiante pelas manifestações espontâneas das pessoas nas ruas”, afirmou.
Para o político, a volatilidade e a quantidade expressiva de votantes sem definição prévia enfraquecem a confiabilidade dos prognósticos divulgados até o momento. “As pesquisas, elas próprias se contradizem ao dizer que há um grande número de indecisos. Portanto, o número que se apresenta não é o número real”, disse, pontuando ainda: “Hoje, lá pelas 5, 6 horas, nós vamos saber o resultado das pesquisas verdadeiras, quando o povo vai à urna, vota e decide o destino do Brasil”.
Reflexo da polarização nacional
Indagado sobre a influência do embate ideológico entre esquerda e direita na corrida para o Legislativo federal em Mato Grosso, Fávaro apontou que o cenário nacional deve ditar o comportamento do eleitorado regional. “Eu acredito na polarização brasileira e que ela vai se transferir para todos os estados. Está claro, por exemplo, na eleição presidencial, que todos os outros candidatos diminuíram muito a intenção de voto, já na intenção do voto útil. E eu acredito nisso também aqui em Mato Grosso”, afirmou.
Balanço de alianças e investimentos
O pleiteante também aproveitou para resgatar sua escolha política realizada quatro anos antes, quando atuou como um dos coordenadores locais da campanha vitoriosa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República.
Em sua avaliação, a proximidade com a gestão federal atual garantiu repasses financeiros expressivos e impulsionou o desenvolvimento regional. “Tenho certeza de que foi uma decisão certa, uma decisão correta, que permitiu que Mato Grosso avançasse muito. A gente ajudou todos os municípios mato-grossenses”, disse.
Entre os feitos destacados pelo ex-ministro estão aportes na ordem de R$ 4 bilhões, a reativação de iniciativas habitacionais populares e o fortalecimento institucional do país. “Tenho certeza de que foi uma decisão muito acertada. Além disso, [houve] o fortalecimento da democracia. Nós estamos hoje aqui comemorando a força da democracia brasileira, uma eleição livre, democrática e soberana”, concluiu.









