A candidata a vice-governadora Gisela Simona, que compõe a chapa de reeleição de Otaviano Pivetta ao Governo de Mato Grosso, realizou uma imersão pelas águas do rio Cuiabá neste domingo (27.09). Acompanhada pela vereadora Dra. Mara, que preside a Comissão de Meio Ambiente e Urbanismo da Câmara de Cuiabá, e pela secretária estadual de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, ela partiu de barco da Orla do Porto rumo à comunidade de Bom Sucesso, em Várzea Grande.
Diagnóstico dos problemas ambientais
Durante o trajeto, o grupo vistoriou de perto a degradação provocada pelo descarte irregular de esgoto urbano e de resíduos sólidos. A inspeção também avaliou a destruição da mata ciliar, as ocupações irregulares em áreas de preservação permanente, o assoreamento e os impactos sobre o ecossistema que sustenta as comunidades ribeirinhas da região.
Mais do que um ato de campanha, a iniciativa representou um compromisso voltado à proteção de um patrimônio histórico e cultural da Baixada Cuiabana. A bacia enfrenta sérios desafios relacionados ao saneamento básico, à expansão urbana desordenada, à conservação de nascentes e à disponibilidade hídrica.
Declarações das lideranças
Durante a vistoria, a candidata destacou a relevância do manancial para a identidade regional.
“Quando eu olho para o Rio Cuiabá, não vejo apenas a sua beleza. Vejo uma imensa responsabilidade. Minha história e a de milhares de pessoas que moram na Baixada passam por esse rio. Desta forma e, inequivocamente, o Rio Cuiabá é uma prioridade”, afirmou Gisela Simona.
A postulante ao cargo de vice-governadora também ressaltou a importância de integrar ações entre os municípios para solucionar os gargalos identificados.
“A proposta é iniciar 2027, em uma eventual vitória de Pivetta e minha, nas urnas, trabalhando junto com os municípios para ampliar o tratamento de esgoto e fortalecer a coleta de lixo. Sobretudo, acelerar a análise do Cadastro Ambiental Rural para proteger nascentes, recuperar áreas degradadas e preservar a vegetação que mantém o rio vivo. Porque cuidar do Rio Cuiabá é cuidar de toda a sua bacia, da nascente até aqui”, completou.
Reforçando o elo cultural com a população local, Gisela pontuou que o curso d’água ultrapassa limites municipais, moldando a história local.
“Minha história e a de milhares de pessoas que vivem na Baixada passam pelo Rio Cuiabá”.
Visão técnica do poder público
A participação de Mauren Lazzaretti garantiu um alinhamento técnico à atividade de fiscalização. Para a secretária de Estado de Meio Ambiente, a observação in loco amplia a assertividade das respostas estatais.
“O compromisso do Governo do Estado, estabelecido no Plano Estadual de Educação Ambiental e no plano de monitoramento da qualidade da água em Mato Grosso, é agir para corrigir os equívocos e devolver qualidade ambiental. Sabemos que este rio é extremamente importante para nossa Baixada. O monitoramento da balneabilidade, da qualidade da água e a universalização do saneamento são efetivamente importantes, e estamos aqui para fortalecer esse compromisso”, declarou Lazzaretti.
A vereadora Dra. Mara acrescentou que o acompanhamento precisa ser contínuo nos trechos mais vulneráveis à pressão urbana e ao lançamento de efluentes. Ela mencionou locais críticos como os córregos do Gambá e da Prainha, além da divisa entre Cuiabá e Santo Antônio de Leverger, recordando vistorias anteriores feitas entre a Guia e Barão de Melgaço.
A conclusão da inspeção indicou que salvar o manancial exige muito mais do que a simples remoção de detritos das margens. O desafio atual consiste em restabelecer a capacidade da bacia hidrográfica de sustentar as cidades, a biodiversidade, a produção e a vida que floresceu ao seu redor.









