O funcionário público Douglas Lackman foi demitido de seu cargo na Câmara Municipal de Cuiabá nesta sexta-feira (6). A medida foi tomada pela Presidência da Casa de Leis após o servidor ser acusado de invadir o domicílio da ex-namorada e espancar o atual companheiro dela, um rapaz de 22 anos, em um episódio registrado na tarde de quinta-feira (5) na capital mato-grossense.
A dinâmica da invasão e agressão
Conforme o boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, a vítima estava deitada ao lado da namorada quando o suspeito invadiu o imóvel. O agressor conseguiu burlar a segurança do prédio utilizando o sistema de reconhecimento facial, facilidade conquistada porque ele possuía autorização de acesso concedida no dia anterior.
A investigação aponta que a porta do apartamento permaneceu destrancada após a visita de um amigo do casal, o que viabilizou a entrada do invasor. Movido por ciúmes e pela incapacidade de aceitar o término do namoro, o servidor desferiu golpes e ameaçou o jovem. A tragédia maior foi evitada graças à intervenção da ex-companheira, que se colocou entre os dois e conteve o ex-parceiro até cessar a violência.
Repercussão e posicionamento oficial
O caso ganhou forte repercussão quando a mãe do jovem agredido usou as redes sociais para manifestar revolta com a situação. Ela pontuou que o filho sofreu o ataque unicamente por estar se envolvendo com a ex-namorada do acusado, exigindo rigor das autoridades na apuração para evitar impunidade.
Lotado desde o dia 7 de julho deste ano na Secretaria de Apoio Legislativo — onde atuava como chefe de Núcleo de Registro recebendo um salário de R$ 3,6 mil —, Douglas teve o desligamento sacramentado logo nas primeiras horas após o conhecimento público do crime.
Em nota oficial, a diretoria da Câmara Municipal destacou que tomou ciência dos fatos na manhã desta sexta-feira (6) e bateu o martelo pela exoneração imediata. O Legislativo enfatizou ainda que repudia qualquer ato de violência e depositou total confiança nas diligências que continuam sob a responsabilidade da Polícia Civil.
















