Polícia

Justiça em Cuiabá mantém ação penal contra investigador por tentativa de homicídio

Decisão judicial rejeita recurso da defesa e valida denúncia apresentada pelo Ministério Público estadual

A Justiça de Mato Grosso rejeitou um recurso apresentado pela defesa e manteve a ação penal contra um investigador da Polícia Civil acusado de tentar matar um colega de farda durante um desentendimento em uma conveniência na capital mato-grossense.

Entenda o caso ocorrido em Cuiabá

O episódio aconteceu em abril de 2023 em um estabelecimento comercial situado em frente à Praça 8 de Abril, no bairro Goiabeiras, em Cuiabá. Na mesma confusão, um policial militar foi morto, fato pelo qual o réu já foi condenado a dois anos de detenção por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Nova acusação por tentativa de homicídio

O processo por tentativa de homicídio teve início após depoimento prestado em maio deste ano. A vítima, que presenciou a morte do militar, relatou durante o julgamento que também foi alvo de disparos efetuados pelo ex-investigador durante a discussão.

De acordo com o testemunho, foram disparados dois tiros em sua direção. O policial afirmou que preferiu não registrar a ocorrência anteriormente por temer o colega de profissão. Com base nesse relato e em registros de câmeras de segurança, o Ministério Público Estadual formalizou a denúncia por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa.

Argumentos da defesa e decisão judicial

Para tentar barrar o andamento da ação penal, a defesa alegou ausência de justa causa e argumentou que o acusado já havia passado pelo Tribunal do Júri pelos eventos daquela noite. No entanto, o magistrado responsável pelo caso destacou que, apesar de os fatos terem ocorrido no mesmo contexto, envolvem vítimas e condutas diferentes, viabilizando apurações separadas.

O juiz ressaltou que os depoimentos e as imagens de segurança oferecem embasamento suficiente para a continuidade do processo criminal.

“No presente momento processual, contudo, as declarações atribuídas ao ofendido, associadas à dinâmica descrita na denúncia e aos elementos audiovisuais indicados pela acusação, constituem suporte mínimo para a continuidade da apuração judicial”, afirmou.

Com a manutenção da denúncia, o processo avança para a fase de coleta de provas. A instrução processual contará com depoimentos de testemunhas e foi agendada para o dia 20 de abril de 2027.

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