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Mudança de zona eleitoral no RJ não vai elevar abstenção, diz TRE

Cerca de 202 mil cidadãos fluminenses foram transferidos de colégio eleitoral por motivos de segurança pública

A alteração em seções eleitorais motivada por exigências de segurança no Rio de Janeiro não deve provocar um crescimento na ausência de votantes no primeiro turno do pleito. A projeção foi externada pelo juiz eleitoral Marcello Rubioli, encarregado da supervisão da propaganda eleitoral na capital fluminense no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

Impacto nos colégios eleitorais e alcance da medida

No total, 72 zonas de votação sofreram modificações no território fluminense por razões de segurança. As modificações abrangeram 20 municípios, englobando a capital, e impactam aproximadamente 202 mil cidadãos.

As modificações decorreram de uma determinação do presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares. A ação baseou-se em um relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho Unificado de Defesa da Integridade Eleitoral, órgão que reúne integrantes da Justiça Eleitoral e equipes de inteligência das corporações de segurança.

Combate ao crime organizado e novas diretrizes

Como argumento para a intervenção, a corte sustenta que o sufrágio não pode ser exercido sem pressões em territórios sob o domínio de organizações criminosas. Conforme o órgão, os novos endereços de votação foram posicionados fora de zonas dominadas por facções criminosas ou milícias, distantes de fronteiras entre bandos rivais e situados o mais perto possível dos pontos originais.

O magistrado ressaltou que a apuração exata do comportamento da ausência de eleitores só poderá ser verificada após o término do pleito. A instituição tem capacidade de cruzar dados para verificar se a abstenção subiu e se o fator determinante foi a troca de endereço.

Rubioli destacou que os endereços alternativos foram definidos mantendo a proximidade com as residências dos votantes, mencionando como ilustração a região do Complexo da Maré, na Zona Norte carioca, onde a corte intensificou a oferta de transporte.

“A percepção que se tem é o contrário, de uma alta incidência de votação. Haja vista as filas que a gente tem detectado”, declarou a jornalistas na sede do tribunal.

“A expectativa é que não haja abstenção por esse motivo. Pode ser até que haja, mas não por esse motivo”, disse.

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