O Ministério Público Eleitoral (MPE) cobrou do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, ações imediatas para assegurar a participação das comunidades originárias no segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25).
Relatos de dificuldades no primeiro turno
Segundo o vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, lideranças de várias regiões apontaram a ausência de transporte gratuito para o deslocamento dos votantes na etapa anterior do pleito.
As ocorrências foram registradas em seis unidades federativas: Minas Gerais, Mato Grosso, Amapá, Pernambuco, Amazonas e Pará.
Fatores que ampliaram a abstenção
Outro ponto que pesou negativamente foi a escassez de mesários fluentes em idiomas originários, o que dificultou a comunicação e colaborou para o aumento da abstenção nas urnas.
“Ante o exposto, e com o propósito de afastar impedimentos ao exercício do sufrágio pelas populações indígenas, solicita-se a Vossa Excelência o apoio institucional a fim de que sejam saneadas as dificuldades verificadas durante o primeiro turno de votação”, solicitou o procurador.
Situação crítica na Amazônia
No Amazonas, comunidades da Terra Indígena Vale do Javari continuam sem garantia de condução para o pleito deste final de semana.
Conforme esclarecimentos da Justiça Eleitoral, o pedido referente à frota foi apresentado pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) após o encerramento do prazo legal estipulado.
















