O encerramento do segundo turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (25), desenhou um cenário de forte concentração de poder no país. A partir de 2027, a gestão das 27 unidades da federação estará nas mãos de apenas oito legendas partidárias.
A distribuição dos estados entre as legendas
O Partido Liberal manteve a ponta conquistada na primeira etapa do pleito, em 4 de outubro, mesmo sem faturar novas disputas neste domingo. A sigla comandará seis territórios: Paraná (Sergio Moro); Rio de Janeiro (Douglas Ruas); Rio Grande do Sul (Luciano Zucco) e Rondônia (Marcos Rogério), além de Roraima (Arthur Henrique) e Santa Catarina (Jorginho Mello).
Logo atrás, o PSD assegurou cinco administrações estaduais com o triunfo de Omar Aziz no Amazonas, somando-se aos resultados de Amapá (Dr. Furlan), Maranhão (Eduardo Braide), Pernambuco (Raquel Lyra) e Sergipe (Fábio Mitidieri).
O Progressistas, que já havia garantido espaço no primeiro turno em Mato Grosso do Sul (Eduardo Riedel) e na Paraíba (Lucas Ribeiro), levou a melhor neste domingo no Acre (Mailza Assis) e no Distrito Federal (Celina Leão), totalizando quatro estados.
O Partido dos Trabalhadores manteve o patamar de 2022 e continuará administrando quatro estados nordestinos. Jerônimo Rodrigues (Bahia); Elmano de Freitas (Ceará) e Rafael Fonteles (Piauí) conquistaram a recondução, enquanto Cadu de Lula (Rio Grande do Norte) assume o lugar da atual governadora potiguar, Fátima Bezerra, que conclui seu segundo mandato.
Completando o grupo das quatro maiores bancadas de governadores, o Republicanos elegeu Lorenzo Pazolini no Espírito Santo durante o segundo turno. A legenda já havia vencido antes em Minas Gerais (Cleitinho Azevedo), Mato Grosso (Otaviano Pivetta) e São Paulo (Tarcísio de Freitas).
Partidos com menor bancada nos governos estaduais
O PSDB garantiu duas unidades federativas: Alagoas (João Henrique Caldas, o JHC) no primeiro turno, e Tocantins (Vicentinho Júnior) na etapa final.
O MDB manteve o comando de Goiás com a reeleição de Daniel Vilela ainda na primeira votação. Ele havia assumido a titularidade após a renúncia de Ronaldo Caiado, que deixou o cargo para concorrer à Presidência da República.
Por fim, o Podemos assegurou o governo do Pará com a vitória do Dr. Daniel registrada logo no primeiro turno.
O papel dos chefes do executivo estadual
Cabe aos governadores a gestão administrativa das regiões e a implementação de políticas públicas fundamentais nos setores de saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e desenvolvimento econômico.
As diretrizes adotadas pelas administrações estaduais impactam diretamente o cotidiano da população por meio da manutenção de hospitais, escolas, forças de policiamento, presídios, sistemas de transporte e iniciativas sociais.
Ademais, os chefes estaduais atuam diretamente nas articulações com o governo federal e as prefeituras para viabilizar projetos e empreendimentos financiados com verbas públicas.















