O cenário também aparece na chamada de Tecnologias Digitais
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A disputa por recursos públicos destinados à inovação no agronegócio exige planejamento antecipado das empresas interessadas. Em um cenário de juros elevados e crédito mais caro, as chamadas de fomento ganham relevância, mas os dados mostram que a demanda supera com folga os valores disponíveis.
Na chamada Finep Mais Inovação Brasil – Cadeias Agroindustriais, foram disponibilizados R$ 300 milhões em recursos não reembolsáveis. No último resultado parcial analisado, cerca de R$ 42 milhões haviam sido utilizados. Apesar do saldo nominal estimado em R$ 258 milhões, as propostas ainda em avaliação somavam mais de R$ 1,32 bilhão, volume equivalente a aproximadamente 5,1 vezes o recurso disponível.
Segundo Tatiana Fiuza, especialista em inovação, projetos de PD&I e fomento, uma proposta precisa demonstrar inovação, relevância tecnológica, impacto e capacidade de execução. Ela aponta que iniciar a elaboração somente após a abertura da chamada pode dificultar a definição de etapas, equipes, parcerias, evidências e orçamento.
O cenário também aparece na chamada de Tecnologias Digitais. Com orçamento de R$ 300 milhões, nenhum projeto havia sido aprovado até 10 de agosto de 2026, enquanto as propostas em análise somavam R$ 1,517 bilhão. Para a especialista, além do saldo disponível, empresas devem considerar a demanda acumulada e o estágio de avaliação dos projetos.
“Uma chamada pode apresentar recursos ainda não comprometidos, mas já ter um volume de propostas em análise várias vezes superior ao orçamento. Por isso, não basta observar o saldo disponível. É necessário considerar a demanda acumulada e o estágio de avaliação dos projetos”, afirma Tatiana.
Fonte: Agrolink

