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Carlos Germano rebate Bap, culpa politicagem por declínio do Vasco e manda recado aos rivais: ‘A gente está voltando’

Carlos Germano conversou com a ESPN sobre o atual momento do Vasco da Gama

Por REDAÇÃO | 15/09/2026 08:03

Um dos maiores ídolos da história do Vasco, Carlos Germano passou a limpo o momento atual do clube. Em entrevista exclusiva à ESPN, o ex-goleiro criticou a influência política no futebol e mostrou otimismo com o futuro. Sobrou até para o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap.

Revelado no Vasco, Carlos Germano fez parte da 'era de ouro' do clube e foi peça fundamental nas conquistas do Campeonato Brasileiro de 1997 e da CONMEBOL Libertadores de 1998, além de ter sido vice-campeão mundial ao perder a final para o Real Madrid. A trajetória chegou ao fim no início de 2020 após se desentender com a diretoria em relação a renovação do contrato. O destino foi o Santos.

De longe, o ex-goleiro acompanhou o declínio do Gigante da Colina a partir de 2001. Desde então, o clube amargou quatro rebaixamentos para a Série B do Brasileirão e parou de brigar por títulos de expressão – a excessão foi em 2011, quando conquistou a Copa do Brasil. Para Carlos Germano, isso foi reflexo da guerra política nos bastidores.

"Isso (briga política) sempre foi um problema do nosso clube, sempre foi muito acirrada, muito forte. Com certeza prejudicou demais o Vasco, até da forma como o Vasco estava sendo visto nos últimos anos. Talvez por causa de algumas decisões equivocadas de algum dirigente ou outro fez com que o Vasco pagasse por isso. O Vasco consegue fazer a década de 90 uma das maiores do clube, com vários títulos importantes. Se o clube continuasse no ritmo de 97 em diante, sem fazer extravagância, sem fazer loucura, com os investidores que tinha, poderia estar até hoje", disse.

"Se tivesse feito uma gestão correta, firme, clara, a gente teria um Vasco com muito mais títulos de 2000 em diante para cá, mais nacionais, mais Libertadores… Você pode citar o Palmeiras e o Flamengo, que em todo ano formam grandes equipes, o Vasco poderia estar nesse processo também, mas de 2001 em diante as coisas começaram a desandar no clube. Se tivesse tido uma gestão mais clara a gente seria muito mais feliz", completou Carlos Germano.

Mas o ex-goleiro acredita que o torcedor vascaíno vai voltar a sorrir em um futuro próximo.

Ao destacar o trabalho realizado pelo presidente Pedrinho e pelo diretor técnico Felipe Maestro, que foram seus companheiros na década de 90, Carlos Germano mandou um recado para os rivais, em especial o presidente do Flamengo, Bap.

Em agosto, o Flamengo anunciou que "encaminhou à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) uma notificação relacionada à situação econômico-financeira do Vasco da Gama, solicitando que a Agência avalie o caso à luz das regras do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF)".

"Eu não gosto muito de entrar em polêmica, mas o Bap é muito infeliz em suas declarações. Não sei porque tanta preocupação em relação ao Vasco. São clubes grandiosos, que não precisam disso. Cada qual no seu quadrado, e cada qual vai tentar fazer o melhor sempre para a sua instituição. É isso o que o Pedrinho vem fazendo com o Vasco. Se está incomodando… Eu não sei por que está incomodando, é um clube que está bem no cenário nacional, então não tem porque essa perseguição toda", comentou.

"Independente se vão conseguir continuar perseguindo ou não, o Vasco é maior do que tudo isso, e daqui a pouco a gente está voltando como era antigamente, que o Vasco ganhava tudo. E vai voltar, pode ter certeza que vai voltar", afirmou Carlos Germano.

E nesta terça-feira (15) o Vasco pode dar mais um passo a voltar a disputar um título de expressão.

Depois de empatar sem gols na Colômbia, o Gigante da Colina recebe o Santa Fe, às 19h (de Brasília), em São Januário, precisando de uma vitória simples para chegar à semifinal da CONMEBOL Sul-Americana.


Fonte: espn.com