Ao manter apenas nove dos 26 convocados para a última Copa do Mundo na primeira lista pós-eliminação para a Noruega, Carlo Ancelotti deu um recado claro: a Seleção Brasileira passará por um processo de reformulação natural para os próximos anos e visando o torneio de 2030.
Em entrevista coletiva após anunciar os convocados para os amistosos contra Austrália e Índia, entre setembro e outubro, Ancelotti explicou os motivos que o fizeram chamar muitas novidades. São ao todo 17 nomes diferentes da última lista, vários deles em atividade no futebol brasileiro.
"Essa é uma lista equilibrada. Temos jogadores que estiveram na Copa do Mundo e que vão ser importantes para a próxima direção, jovens com qualidade para apresentar o futuro da Seleção nos próximos anos. Temos também jogadores que estão atuando muito bem no Campeonato Brasileiro e temos jogadores que têm idade olímpica porque temos o trabalho que estamos fazendo agora estamos compartilhando com as categorias sub-17 e olímpica", discursou Carletto.
"É óbvio que nesse momento precisamos priorizar o jovens que têm qualidade para estarem na próxima Copa do Mundo ou como um primeiro objetivo na próxima Copa América".
A convocação de Ancelotti privilegiou jovens que ainda não haviam tido a experiência de defender o Brasil, casos dos goleiros Pedro Morisco (Coritiba) e Otávio (Cruzeiro), dos defensores Arthur Dias (Athletico-PR), Jair Cunha (Nottingham Forest), Matheuzinho (Corinthians) e Mauro Júnior (PSV) e dos meio-campistas Breno Bidon (Corinthians) e Gabriel Bontempo (Santos).
Chamou atenção também o número de jogadores em atividade no Brasileirão. Além dos já citados, aparecem nomes como Pedro e Samuel Lino, do Flamengo, Danilo Santos, do Botafogo, e também Hugo Souza, do Corinthians. Para Ancelotti, há uma explicação clara para essa escolha.
"Os jogadores brasileiros estão em condição física melhor porque a liga está mais adiantada do que as outras, mas não é que priorizamos jogadores que estão jogando no Brasil. Quem eu chamei do Campeonato Brasileiro está atuando muito bem e pode defender a Seleção. Jovens que eu não conheço e que têm potencial, posso dizer a eles que estamos mirando a mudar e preparar uma nova geração de jogadores para a Seleção", respondeu.
Ancelotti também não se mostrou preocupado com alguma queixa de clubes, que terão que ceder jogadores para uma viagem longa em meio ao calendário cheio do futebol brasileiro.
"É óbvio que agora preciso focar meu trabalho sobre os jovens e acompanhar o crescimento dos jovens. Eu acho importante dizer que às vezes o objetivo dos clubes não é o mesmo objetivo da Seleção. Temos jogadores que pensamos no futuro da Seleção e que não estão jogando. Nós temos que acompanhar esses jogadores também. Se eles não estão jogando, temos que chamá-los e dar a eles a oportunidade de crescer".
O Brasil inicia a próxima Data Fifa contra a Austrália, em 25 de setembro, às 7h (de Brasília), no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville.
Quatro dias pois, a equipe de Ancelotti repete a dose e volta a enfrentar os Socceroos, novamente às 7h, mas no Suncorp Stadium, em Brisbane.
A turnê será encerrada em 3 de outubro, às 9h (de Brasília), contra a Índia, no Salt Lake Stadium, em Calcutá.
Austrália (F) – 25/09, 7h (de Brasília) – Amistoso
Austrália (F) – 29/09, 7h (de Brasília) – Amistoso
Índia (F) – 03/10, 9h (de Brasília) – Amistoso
Fonte: espn.com

