Em um campeonato em que nomes experientes atuam na lateral, vide Emerson Royal (Flamengo), Fagner (Cruzeiro) e Vitinho (Botafogo), um atleta pouco falado é um dos candidatos ao Prêmio ESPN Bola de Prata: Igor Formiga, do Mirassol.
Apesar da campanha irregular do time do interior de São Paulo, hoje ele é dono da posição na seleção do prêmio. Uma posição justificada em estatísticas relevantes: apesar de defensor, Formiga é o artilheiro do time no Brasileirão (quatro) e ainda lidera nas assistências (quatro).
Em entrevista exclusiva à ESPN, o lateral revelou ter passado por muitas dificuldades na sua carreira antes de viver o momento atual. "Meu pai faleceu no momento mais importante da minha vida, na minha ida ao Corinthians. Isso me desestabilizou total", lembrou o jogador.
"Foi a pessoa que mais me ajudou. Incentivava a ir treinar, dava dinheiro todo dia das passagens. É difícil falar agora (emocionado)".
A fase de se estabelecer no mundo do futebol teve outras dificuldades, como por exemplo enfrentar mais de duas horas de transporte todos os dias.
"Sou de Campo Grande, no Rio de Janeiro, mas ia todo dia sozinho para Nova Iguaçu (treinar). Pegava trem, ônibus, van".
Foi nesta época que o apelido "Formiga" explodiu. "Como eu era muito pequeno, jogava com os mais velhos, todo mundo era muito maior. As pessoas do lado de fora diziam que eu parecia uma formiguinha perto dos grandes e acabou pegando".
"Meus amigos começaram a me chamar de Formiga e eu abracei. Gosto muito, não tenho problema nenhum. Tem algumas pessoas no futebol que tem preconceito comigo pelo nome, mas eu não ligo".
Com oito participações em gol no torneio, Formiga ficou surpreso ao saber que tinha números superiores a atletas como Kaio Jorge, Jhon Arias, Arrascaeta e Neymar.
"Vou te falar que nem eu imaginava estar na frente dessas lendas. Você citou só jogadores que são referências para mim. Eu não sabia".
Fonte: espn.com

