Uma cidadã cubana foi presa em flagrante nesta quinta-feira (8) em Cuiabá, acusada de emprestar suas contas bancárias para criminosos aplicarem fraudes financeiras em várias regiões do Brasil. A ação foi conduzida por agentes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), resultando na autuação da suspeita pelos crimes de estelionato e integração com organização criminosa.
Esquema de lavagem de dinheiro
De acordo com o avanço das apurações policiais, a função da investigada consistia em fornecer dados bancários para receber e transferir os montantes ilícitos. Essa prática tem como principal objetivo mascarar a origem do capital e dificultar o trabalho de rastreamento pelas autoridades competentes.
Falsas vendas na internet
A operação policial teve início após o registro de um estelionato no Espírito Santo, no mesmo dia da prisão. Na ocasião, um cidadão perdeu R$ 5 mil ao acreditar que negociava uma máquina de refrigeração com um parente. Os criminosos usaram a falsificação de identidade para convencer a vítima a realizar os pagamentos via Pix.
Desse total, R$ 4 mil foram direcionados para a conta da mulher investigada em Cuiabá, enquanto os R$ 1 mil restantes caíram na conta de outro participante do esquema. A fraude só foi descoberta quando a vítima percebeu que havia conversado com impostores.
Investigação interestadual
O mesmo grupo criminoso fez outra vítima no dia anterior, em Palmas, no estado do Tocantins. Nesta ocasião, um comprador perdeu R$ 1,6 mil em uma transação realizada através de redes sociais, sendo o valor enviado diretamente para a mesma conta bancária da suspeita detida na capital mato-grossense.
Com base nos dados fornecidos pelas ocorrências de outros estados, a equipe da Derf rastreou a titular das contas até o seu local de emprego, um estabelecimento comercial localizado no bairro Areão, onde a prisão em flagrante foi efetuada.
A Polícia Civil alerta que o uso de “laranjas” e contas de terceiros é uma tática comum para blindar os cabeças de esquemas ilícitos. As investigações continuam para mapear a rede de criminosos e identificar o destino final de todo o dinheiro subtraído das vítimas.















