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Defasagem de preços pode comprometer importações no Brasil, diz Antonio Sartori

A diferença entre os preços do diesel no mercado internacional e no mercado brasileiro pode dificultar as importações do combustível e pressionar a oferta no país. A análise é do diretor da Brasoja, Antônio Sartori, que chama atenção para a relação entre o preço internacional do petróleo, a formação dos preços dos derivados e a participação do produto importado no abastecimento brasileiro.

Por REDAÇÃO | 16/09/2026 14:52

Diferença entre os preços pode dificultar as importações do e pressionar as ofertas

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A diferença entre os preços do diesel no mercado internacional e no mercado brasileiro pode dificultar as importações do combustível e pressionar a oferta no país. A análise é do diretor da Brasoja, Antônio Sartori, que chama atenção para a relação entre o preço internacional do petróleo, a formação dos preços dos derivados e a participação do produto importado no abastecimento brasileiro.

Segundo Sartori, no início do ano o petróleo estava na faixa de US$ 65 por barril. Com as tensões relacionadas ao conflito em Ormuz, o valor teria chegado a US$ 115, recuado posteriormente para cerca de US$ 70 e, atualmente, estaria novamente próximo de US$ 105.

O diretor da Brasoja destaca que aproximadamente 25% do diesel consumido no Brasil é importado. Com o preço internacional, segundo ele, cerca de 30% acima do valor praticado no mercado interno, a operação de importação perde atratividade para os agentes privados.

“Se 25% do consumo de diesel brasileiro é importado, com essa defasagem de preço ninguém importa. Então, está faltando”, afirma Sartori.

Para o executivo, o cenário coloca duas possibilidades: uma redução das cotações internacionais do petróleo ou um reajuste do diesel no mercado brasileiro. Na avaliação apresentada por Sartori, uma elevação dos preços internos poderia ter impactos sobre a inflação.

Outra alternativa citada pelo diretor da Brasoja é o aumento da participação do biodiesel na mistura do diesel comercializado no país. Sartori defende que o percentual poderia passar de 15% para 18%.

Segundo ele, a cadeia brasileira de soja teria capacidade para atender a uma ampliação da mistura sem a necessidade de aumentar o volume de esmagamento. “Nós temos uma produção de esmagamento de soja, de óleo de soja, mais do que o suficiente para passar de 15 para 18, sem aumentar um quilo o esmagamento”, afirma.

Para Sartori, uma eventual mudança no percentual dependeria de uma decisão do governo federal.


Fonte: Agrolink