Em agosto, o Brasil exportou 492,6 mil toneladas de carne de frango
Estimado usuário.Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
As exportações brasileiras de carne de frango avançaram com força em agosto, reforçando a atenção do mercado para possíveis impactos sobre preços, disponibilidade e negociações no mercado interno. Segundo Magno Cavalcante, especialista em Varejo e Atacarejo Alimentar, o aumento das vendas externas amplia a disputa pela produção nacional e pode influenciar diretamente a dinâmica comercial entre indústria, atacado e varejo.
Em agosto, o Brasil exportou 492,6 mil toneladas de carne de frango, crescimento de 24,8% na comparação com o mesmo mês de 2025. A receita alcançou US$ 997,9 milhões, alta de 42,7%. De acordo com dados da ABPA apresentados por Cavalcante, esse foi o segundo maior volume mensal da história das exportações brasileiras da proteína.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, os embarques somaram 3,921 milhões de toneladas, avanço de 15,5% em volume. A receita chegou a US$ 7,689 bilhões, crescimento de 21,9% no período.
Para o mercado interno, a expansão das exportações exige atenção porque uma demanda externa mais aquecida pode aumentar a competição pela produção disponível. Esse movimento pode aparecer nas negociações por meio de alterações de preço, disponibilidade dos produtos, composição do mix de cortes e planejamento dos volumes comprados.
Na avaliação de Cavalcante, acompanhar apenas a tabela semanal de preços não é suficiente para quem atua na comercialização da proteína. Exportações, produção, custos de milho e soja, mercados internacionais e comportamento de cada corte também precisam entrar no radar das empresas.
Outro fator relevante é o esforço brasileiro para ampliar e recuperar mercados internacionais. Caso a demanda externa mantenha o ritmo de crescimento, o último trimestre poderá trazer novas mudanças para a cadeia, especialmente nas negociações e na formação dos preços ao consumidor.
Fonte: Agrolink

