Agro

Boi gordo se aproxima de R$ 350 por arroba

O mercado do boi gordo reagiu em agosto e ganhou novo impulso no início de setembro, sustentado pela redução da oferta de animais e pela expectativa de melhora das exportações nos próximos meses. A reação ocorreu mesmo com forte queda nos embarques para a China. Em São Paulo, a média do boi gordo chegou a R$ 345,90 por arroba em agosto, alta de 3,3% frente a julho, segundo dados divulgados pela Consultoria Agro do Itaú BBA.

Por REDAÇÃO | 15/09/2026 13:59

Alta é sustentada pela redução da oferta de animais

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O mercado do boi gordo reagiu em agosto e ganhou novo impulso no início de setembro, sustentado pela redução da oferta de animais e pela expectativa de melhora das exportações nos próximos meses. A reação ocorreu mesmo com forte queda nos embarques para a China. Em São Paulo, a média do boi gordo chegou a R$ 345,90 por arroba em agosto, alta de 3,3% frente a julho, segundo dados divulgados pela Consultoria Agro do Itaú BBA.

A consultoria estima que os abates sob inspeção federal tenham recuado cerca de 20% frente a julho, reduzindo a oferta disponível no mercado físico. As exportações brasileiras de carne bovina totalizaram 196 mil toneladas em agosto, queda de 27% frente ao mesmo mês de 2025. A China respondeu por apenas 16 mil toneladas no período, volume 90% menor na comparação anual. Estados Unidos, Chile, Rússia, Egito e Arábia Saudita ajudaram a compensar parte dessa retração.

No início de setembro, o boi físico se aproximou de R$ 350 por arroba. A sustentação das cotações levou os contratos futuros para novembro e dezembro a níveis próximos de R$ 385. O mercado também acompanha a possibilidade de retomada dos negócios com a China entre outubro e novembro. Nos Estados Unidos, mudanças tarifárias melhoraram as perspectivas para a carne brasileira.

O escritório do USDA no Brasil projeta redução de 3,2% na produção brasileira de carne bovina em 2026, para 12,2 milhões de toneladas, além de queda de 5,3% nas exportações. Para 2027, a previsão também é de recuo da oferta.


Fonte: Agrolink