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MP denuncia Osmar Stabile, presidente do Corinthians, em caso de ‘segurança VIP’ e pede afastamento e devolução de mais de R$ 1 milhão

O caso envolve apuração da contratação Bear Security Ltda., que atuou como segurança particular de Osmar Stabile

Por REDAÇÃO | 15/09/2026 13:21

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) ofereceu denúncia à Justiça contra Osmar Stabile, presidente do Corinthians, por crime de apropriação indébita continuada. Segundo o Promotor de Justiça Cássio Roberto Conserino, o dirigente se valeu de recursos financeiros da instituição para bancar despesas particulares de segurança privada.

A informação foi revelada pelo jornalista Marco Bello e confirmada pela ESPN.

O caso envolve apuração da contratação Bear Security Ltda., que atuou como segurança particular de Osmar Stabile.

Segundo o MPSP, a empresa não possui autorização da Polícia Federal para prestar os serviços desta natureza, tendo o Corinthians como único cliente desde a fundação e emitindo notas fiscais sequenciais ao clube do Parque São Jorge.

Ainda de acordo com a denúncia, a qual a ESPN teve acesso, a Bear Security está registrada em nome da esposa de um dos policiais militares que prestavam serviços ao presidente antes de sua posse no cargo.

De acordo com o MP, os pagamentos ocorrerem desde julho de 2025, enquanto o contrato entre a empresa e o Corinthians só foi assinado formalmente em março de 2026.

Na denúncia, o Ministério Público pediu à Justiça que Osmar Stabile faça o ressarcimento de R$ 721.194,66 aos cofres do clube, pedindo ainda o pagamento de R$ 540.895,99 (valor que corresponde a 75% do valor material) a título de “danos morais por abalo institucional e reputacional causado à imagem do Corinthians”, demandando o bloqueio de bens do dirigente para garantir o pagamento dos valores.

O Promotor pediu ainda a proibição de acesso de Stabile às dependências do Corinthians, com veto a contato com testemunhas e outros dirigentes, suspensão cautelar de qualquer função de representação institucional do clube e proibição de se ausentar do país sem autorização judicial.

“Ressalte-se que, embora a intervenção judicial em entidade associativa constitua medida de natureza cível alheia à jurisdição penal, os elementos colhidos nesta investigação revelam indícios gritantes de gestão temerária, desvio de finalidade, de recursos e risco à integridade institucional do Corinthians. Não por outra razão oficiaremos a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social com o objetivo de municiá-los”, citou Cássio Roberto Conserino.

Estudiantes (C) – 16/09, 21h30 (de Brasília) – CONMEBOL Libertadores

Fluminense (C) – 20/09, 16h (de Brasília) – Brasileirão

Internacional (F) – 07/10, 19h30 (de Brasília) – Brasileirão


Fonte: espn.com