O Fluminense se prepara para o duelo decisivo contra o Platense, nesta terça-feira (15), pela volta das quartas de final da CONMEBOL Libertadores. Pela vitória por 2 a 0 no Maracanã, há uma semana, o Tricolor pode até perder por um gol de diferença para se classificar.
Durante a preparação, uma das referências da defesa tricolor, Renê, falou de forma exclusiva com a ESPN sobre seu momento pessoal, as chances do Flu na competição e a relação com Marcão.
Revelado pelo Picos-PI, o lateral chamou a atenção do Sport, ainda muito jovem. No Leão da Ilha, Renê colecionou temporadas de grande destaque, que o levaram a vestir as camisas de Flamengo, Internacional e agora Fluminense.
De acordo com ele, muita coisa mudou desde então: as passagens pelos grandes clubes mudaram sua forma de jogar e enxergar o jogo.
“Acho que tem dois Renês, né? O Renê que surgiu no Sport era muito ofensivo. Batia a linha de fundo, passava todas, dava quebra quase todos os jogos porque jogava numa intensidade muito alta. E depois tem o Renê que foi para o Flamengo, Internacional e agora está no Fluminense, que é um cara mais construtor, que entende mais o jogo, que joga mais para a equipe. Antes eu jogava muito para mim, pensava muito em mim”, explicou.
Hoje o jogador trabalha com um profissional que teve acesso a essas duas versões: Marcão. O técnico esteve junto com Renê ainda em Recife, quando foi auxiliar de Oswaldo de Oliveira.
“O Marcão é um cara que eu conheço faz tempo. Foi um dos meus primeiros auxiliares, quando ele trabalhava com o Oswaldo [de Oliveira], nos encontramos lá no Sport. É um cara que sempre teve um carinho muito grande por mim. Vem me dando a oportunidade de estar em campo. Venho fazendo o meu máximo por ele. É um cara que é querido por todos. Espero que eu, junto com a nossa equipe, possa dar alegria para ele, quem sabe o primeiro troféu como treinador oficial, sem ser interino”, explicou.
A chance de levantar uma taça em 2026 está praticamente toda na Libertadores, torneio em que o Fluminense está próximo de alcançar as semifinais, pois venceu por 2 a 0 na ida, no Maracanã. Em caso de classificação, o time enfrenta Palmeiras ou LDU.
Mesmo com a chance de jogar contra os atuais vice-campeões, ou o grande rival Flamengo, em uma possível final, o defensor garante que o Tricolor não deve nada em relação aos considerados favoritos.
“Tem às vezes sim, o papo [de favoritismo a Palmeiras e Flamengo], mas sobre a Libertadores menos, né? No Brasileirão tem muito essa conversa. São duas equipes que vêm demonstrando sua força, têm um elenco muito forte. Investimento, o momento é bom. Então, acredito que isso tudo ajuda na opinião deles.”
“Mas a gente sabe que o futebol ali dentro de campo são 11 contra 11, é tudo igual, principalmente nas copas, onde é um jogo diferente, que não é tão aberto como o campeonato de pontos corridos. Então, a gente comenta, mas sabe da nossa força, que dentro de campo não deve nada para ninguém”, concluiu.
Fonte: espn.com

