A carreira de Matías Borgogno deu uma reviravolta em 2026.
Após boa passagem pelo Atlético San Martín na primeira e segunda divisões da Argentina, o goleiro chegou ao Platense por empréstimo na atual temporada para simplesmente ser o titular na estreia do clube na CONMEBOL Libertadores.
E Borgogno não deixou a chance escapar, sendo importante na classificação dos Calamares à fase mata-mata do torneio continental.
O desempenho do goleiro de 28 anos fez com que o Internacional tentasse sua contratação e a torcida do Botafogo, carente de um titular desde a saída de John, se empolgasse e fosse às redes sociais “pedir” sua chegada – Warleson e Gabriel Batista acabaram acertando com o Glorioso em julho.
A movimentação alvinegra impressionou e também animou Matías Borgogno.
“Honestamente, não tive nenhuma conversa, nenhum contato direto do clube. Sim, recebi muitas mensagens, e também é uma oportunidade com a qual você sempre sonha, jogar pelo Brasileirão, uma das ligas mais competitivas do mundo em termos de número de jogos, número de equipes, o que se vive”, disse o goleiro em entrevista à ESPN.
“Acho que também é um campeonato muito parecido com o da Argentina, mas talvez com mais equipes com um pouco mais de nível. Estar na boca dessas equipes mostra que você está fazendo as coisas muito bem na equipe atual, em que estou agradecido por essa oportunidade, mas sempre com o sonho de dar esse salto de qualidade”.
“Acho que sou um goleiro que continua crescendo, fazendo as coisas muito bem, e é por isso que também gero expectativas em outras equipes e nos torcedores esse entusiasmo que eu tenho. Acho que ter jogado também com o Corinthians no Brasil abriu uma porta para mim no futebol brasileiro, para que eles me conhecessem e soubessem quem eu sou e que também estou à altura de uma possível possibilidade neste país”, relembra.
Matías Borgogno foi fundamental na vitória do Platense sobre o Corinthians por 2 a 0 na Neo Química Arena, carimbando a vaga do time nas oitavas da Libertadores. Um jogo inesquecível para ele.
“No início da minha carreira, estive com o Vélez Sarsfield competindo em uma copa internacional, não tendo jogado, mas estando no banco. Estive com o Vélez na Colômbia. E desta vez no Brasil, na Copa Libertadores da América, foi muito bom, porque era um desafio importante à nossa frente. Sabemos que o Corinthians é um dos times que planeja vencer a Copa. Muito difícil também por causa de seu elenco. E a verdade é que fizemos isso de uma maneira muito boa. Acho que merecemos aquela vitória no campo deles, e ter ficado sem levar gol naquele jogo foi muito importante, porque foi a partida que nos deu a classificação para a próxima fase”.
A carreira de Borgogno, porém, mudou depois da Copa do Mundo: sem dinheiro para exercer a compra obrigatória, o Platense rescindiu o empréstimo, e hoje o goleiro está no Defensa y Justicia.
“No segundo semestre, fiquei surpreso com a mudança de clube, não era algo que eu tinha em mente, porque eu estava indo muito bem no Platense com o que fiz no primeiro semestre. Ter disputado uma copa internacional para mim foi um sonho e acho que fiz isso muito bem”, admitiu.
“E no segundo semestre, acho que comecei com uma expectativa muito importante do meu lado devido à mudança de clube e por ter alcançado um clube tão importante como o Defensa, que é um modelo em nível de clube na Argentina, e acho que estamos fazendo isso de uma maneira muito boa”.
“Temos uma ideia muito clara do jogo. Então, estou feliz de participar desse projeto, de fazê-lo como estamos fazendo e lutando pelo campeonato em primeiro lugar. Estou muito feliz com esse presente”, disse – o DyJ está atualmente em quarto lugar no grupo A do Clausura argentino.
No entanto, Matías Borgogno não se esqueceu do carinho brasileiro, especialmente do Botafogo. E espera que para 2027 consiga dar mais um salto nesta meteórica ascensão.
“Estou nesse caminho, no momento em que o goleiro se sente maduro aos 28 anos e tem uma longa jornada pela frente. Acho que isso também me deixa muito preparado e com a capacidade de enfrentar um desafio maior e voltar a jogar internacionalmente. Falando exatamente do Botafogo, estar em um grande ou na lupa de um grande é o que você sonha, das pretensões que você também quer como jogador de futebol e, pessoalmente, é um sonho ou seria um sonho poder jogar por um grande clube no Brasil como o Botafogo”, reconheceu o jogador, que também possui passaporte italiano.
“(Jogar no Brasil) É um objetivo que, se eu me dedicar a isso, conseguirei alcançá-lo”, definiu.
Fonte: espn.com

