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Opinião: Richarlison e o desejo de voltar de quem nunca quis voltar

Richarlison tomou a decisão de seguir no Tottenham após ‘flerte’ com o Vasco

Por REDAÇÃO | 12/09/2026 09:23

Richarlison nunca quis efetivamente voltar (!) ao Vasco. Ponto. Logo que os principais mercados na Europa se fecharam, o atacante tomou a decisão de seguir no Tottenham, mesmo "escanteado", e buscar novamente uma saída em janeiro, quando, inclusive, já poderia assinar pré-contrato com qualquer clube.

Um empréstimo curto ao Cruzmaltino até dezembro também nunca esteve na mesa. Todos os lados tinham conhecimento da impossibilidade legal da negociação. Ainda assim, o jogador e os seus aliados fizeram questão de alimentar — por várias frentes — uma esperança sem pé nem cabeça. Jogaram para a torcida.

O barulho acordou os dirigentes do clube carioca, sobretudo o presidente Pedrinho. Começaram a se mexer nos bastidores por uma compra. Traçaram estratégias financeiras. Foram atrás de investidores. Entretanto, não chegaram a apresentar qualquer proposta oficial para os ingleses. Nada no papel.

Por quê? Porque nunca tiveram verdadeiramente o "sim" de Richarlison, que, no fundo, não acreditava inicialmente que o Vasco pudesse avançar com uma transferência significativa. Previsão falhada.

Ao perceber os movimentos do outro lado do Oceano Atlântico, o Pombo se assustou. Ficou numa sinuca de bico.

Correu em busca de uma alternativa que não o fragilizasse diante dos esperançosos vascaínos e, não menos importante, que também o beneficiasse mais à frente para assinar um projeto aliciante no exterior (Europa ou Oriente Médio).

Com suporte jurídico, idealizou uma (improvável) rescisão de contrato por justa causa. A notificação, de fato, chegou a ser enviada ao Tottenham. Para jogar (de graça) no Cruzmaltino por apenas quatro meses, o único caminho era ficar livre no mercado.

Richarlison, repito, nunca quis voltar ao Vasco. Com o desenrolar da novela (e o descontrole da situação), o atacante considerou, no máximo, dar um "pulinho" para representar o time do coração, até surgir algo mais vantajoso. Legítimo.

A minha apuração? Confiar nas fontes (dos três lados envolvidos), recolher atualizações diárias e compreender profissionalmente a complexidade do processo. A minha interpretação? O próprio jogador foi o maior culpado por tamanha euforia e, claro, pelo insucesso da negociação.


Fonte: espn.com